Kalhambeke: “É como se estivéssemos em casa”

Os Kalhambeke marcaram o inicio das festas de Receção ao Caloiro 2016. Com a energia que tanto os caracteriza, presentearam-nos com um concerto que nada foge ao que já nos habituaram. Antes de subirem a palco, Nuno Pacheco falou do percurso da banda e da atuação na primeira noite da Receção ao Caloiro.

AAUM - O que são os Kalhambeke?

NP - Somos uma banda com 16 anos de estrada que percorre o país, especialmente o Norte, onde participamos em várias festas populares e académicas. As festas académicas têm resultado muito bem e temos sido cada vez mais procurados, não só nesta academia como também noutras. Sem dúvida, o Minho é a nossa Academia, onde nós começamos, onde eu estudei, bem como a maioria do grupo. Sentimos aqui um carinho diferente, uma familiaridade especial. É como se estivéssemos em casa.

AAUM - Porquê o nome Kalhambeke?

NP - Bom, este nome é difícil de explicar. Nós quando começamos tínhamos 14 anos, ou seja, dependíamos da ajuda de terceiros. E conhecemos um senhor que nos anos 60/70 tinha tido um grupo musical chamado Kalhambeke, que nos emprestava algum material para realizarmos os nossos concertos. O nosso nome partiu de um pedido da parte dele para que dessemos continuidade ao que ele tinha criado. Nós cedemos ao pedido, porque consideramos uma forma de o homenagear. Passado uns anos, quando isto começou a ser mais sério, repensamos um nome, mas não encontramos nenhum que nos caracterizasse tão bem, apesar deste ser associado a um carro velho. Foi também uma maneira de mantermos a nossa origem. Mesmo assim, todas as pessoas que veem um concerto nosso tem a noção que o nome nada tem a ver com a nossa energia.

AAUM - O que é que esperas da atuação desta noite?

NP - Já não é a primeira vez que atuamos para o público do Minho. Conhecemos este ambiente perfeitamente e percebemos bem o que é que eles querem e adaptamos assim o nosso reportório. Tentamos abranger vários estilos diferentes porque sabemos que temos vários tipos de público. Tentamos sempre que as músicas sejam divertidas para permitir a interação com o público, porque gostamos de ver a malta a dançar, a cantar e a saltar connosco. Basicamente, o objetivo é divertir-vos.

AAUM - Projetos para o futuro?

NP - Nós fazemos vários concertos durante o ano, não só nas academias, mas também em vilas. Temos um palco móvel, o que nos permite ser flexíveis e atuar em qualquer lado. Após as receções ao caloiro vamos fazer uma pausa e começar a trabalhar noutro reportório para nos fazermos à estrada a partir de fevereiro do próximo ano.

AAUM - Vocês são a primeira banda neste cartaz da receção ao caloiro. Têm alguma mensagem para os estudantes que estão agora a iniciar estes dias de festa?

NP - Nós temos uma grande responsabilidade, porque sendo a primeira banda temos que vos dar o aquecimento, além de mostrar às bandas seguintes, como é o caso dos Santamaria, de que é que realmente vocês são feitos e a fasquia que representam. Vai ser uma semana em grande, com um grande cartaz e muita euforia.

 

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