Recinto do Multiusos encheu ao som de Mundo Segundo e Sam the Kid!

Mundo Segundo e Sam The Kid foram, provavelmente, os protagonistas da terceira noite da Receção ao Caloiro 2016. Pelo menos a julgar pela euforia que, durante hora e meia, ambos contagiaram os estudantes minhotos e muitos jovens da cidade vimaranense que acorreram ao Multiusos de Guimarães na penúltima noite de concertos. Edmundo Silva, artisticamente conhecido como Mundo Segundo e Samuel Mira – Sam The Kid – falaram da passagem pela Receção ao Caloiro.

AAUM - Em palco, estavam a adorar o público de Guimarães. Como correu o concerto?

Mundo Segundo - Na verdade, fiquei surpreso. Quando é um público universitário num concerto de hip-hop, é difícil perceberes como vai ser. Mas hoje foi uma surpresa para ambos, o pessoal esteve forte do início ao fim, não houve uma música em que não estivéssemos a sentir o público. Saímos daqui a sentir uma grande energia.

AAUM - Num cartaz quase 100% português, consideram importante a presença de bandas e Dj’s lusitanos em eventos como este?

Sam The Kid - Têm-se visto cada vez mais eventos que apostam estritamente na música portuguesa e lusófona. Isso é uma celebração e sinal de que há público. Se não houvesse público, não havia essa aposta. Podemos dar uma chance a uma banda para abrir a noite, mas os cabeças de cartaz têm de fazer “render” a noite. E se eles são portugueses, é sinal de que há público para eles. Não é só porque são portugueses, ou cantam em português, mas é porque também há público que consome isso. Por esse lado, também o público está de parabéns. Mas há música de qualidade, em todos os géneros, sejam Dj’s na eletrónica ou o Richie Campbell no reggae, e a adesão do público reflete essa qualidade.

AAUM - Na maioria dos casos, os caloiros nasceram em 1998, altura em que ambos começaram a lançar os vossos primeiros trabalhos. Quão satisfatório é ter cá essas pessoas hoje, a cantar as vossas músicas?

Mundo Segundo - Estávamos a falar disso há pouco, é um privilégio para nós, após 20 anos, continuarmos a ser relevantes para estas novas gerações. Isso é um prémio para a nossa música e para as nossas carreiras. Prémios como os Grammys são muito bonitos, mas muito mais bonito é fazeres Hip-Hop há 20 anos, saíres de casa para ir a Guimarães e saberes que há milhares de pessoas a cantar as músicas que fizeste há 20 anos atrás. 

Sam the Kid - O fator “nostálgico” está mais presente para as pessoas que frequentavam os nossos concertos quando cantávamos, por exemplo, a música “Não Percebes” há uns anos atrás, mas também é muito bom ver que as novas gerações descobriram-nos e foram ouvir as músicas que fizemos lá “para trás”. Isso, para mim, é muito importante porque significa que a música ultrapassa a dimensão temporal. O maior elogio está aí, em ser intemporal.

AAUM - Juntos há perto de 20 anos, marcaram presença na Receção ao Caloiro 2016. Podemos contar convosco daqui a outros 20 anos, na Receção ao Caloiro 2036?

Mundo Segundo - Se ainda tivermos pedal, é na boa.

AAUM - Por fim, querem deixar um conselho aos estudantes minhotos?

Mundo Segundo - Um grande abraço ao povo vimaranense e um muito obrigado por esta receção. Estamos muito gratos.

Sam the Kid - Sem dúvida. Ficamos muito surpreendidos e muito felizes com esta energia que o público deu, para que fosse um concerto que vai ficar nas nossas memórias.

 

Este website utiliza cookies que permitem melhorar a sua navegação. Ao continuar a navegar, está a concordar com a sua utilização. O que são Cookies?