Enterro da Gata '17 | Entrevista a Puro L

Que expectativas tens para o concerto de hoje?

Braga é das cidades onde eu já toquei mais. Penso que já foram 5 vezes em Braga: já toquei na TOCA, numa escola secundária, nos bares junto à Sé e posso dizer que foram dos melhores concertos de sempre, porque sei que há pessoal aqui que gosta da minha música. Sei bem que essas pessoas não vão chegar para encher o recinto mas estamos aí para lançar a palavra e acho que vai ser ótimo.

Quando lançaste o teu primeiro álbum, “O Último Mortal”, disseste que “Antes de gostar de rap, gosto de música… Desde o pop ao fado, passando pelo nu-mental ou pelo punk rock”. Porque é que escolheste o estilo do rap para fazer música?

Rap porque desde miúdo que é o único estilo que eu era capaz de fazer em casa. Começou pela escrita das minhas próprias letras e para fazer isso não preciso de músicos. Depois, quando quis começar a gravar, saquei as batidas da Internet e pude eu próprio fazer a minha música em casa. Acho que é um estilo de música que está acessível a todos e qualquer miúdo em casa pode criar música. Foi assim que o meu projeto nasceu. No meu caso, eu sou de uma cidade, Penafiel, onde não se consome muito rap… Há festivais de punk e rock, mas de rap nunca houve muito. Sempre gostei mais daquilo e talvez tenha sido por isso que eu tenha envergado pelo rap. Eu não tinha amigos que tocassem instrumentos, senão provavelmente eu tinha um outro projeto, mais associado ao rock.

Também por altura do teu primeiro álbum disseste que não te revias em nenhum estereótipo associado aos rappers. Que estereótipos consideras serem esses?

Felizmente esses estereótipos cada vez existem menos. O rap está a tomar conta de tudo um pouco no panorama musical. As pessoas vão-se habituando e já o olham como uma coisa “normal”, que faz parte da oferta musical portuguesa. Quando eu era miúdo, só o facto de eu usar calças largas, principalmente na minha cidade, era o suficiente para eu ser visto como um “alien”. “Quem usa calças largas também anda aí a mandar umas drogas pesadas…” Eu nunca me identifiquei com isso. Eu simplesmente gostava de fazer rimas.

Tens alguma previsão de quando vais lançar um novo álbum?

Apesar de o meu disco ter saído há já quase dois anos, ainda tenho conseguido fazer alguns concertos com ele. Mas sim, está na altura de mostrar umas coisas novas e este ano, no verão, em princípio, vou lançar um EP com, pelo menos,  5 músicas. 

Tens algum conselho para os estudantes da Universidade do Minho?

Cuidado com os copos. Já tive a minha fase também… Acima de tudo, sejam felizes e andem atrás de canudos. Façam aquilo que gostam e com certeza que terão sucesso.

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